Investindo nas Periferias: Cultura e Saúde em Foco
Na última sexta-feira, 17, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Ministério das Cidades uniram forças em um evento realizado no Rio de Janeiro para anunciar dois novos editais. A ação visa fortalecer iniciativas culturais em territórios periféricos, reforçando o compromisso dessas instituições com a inclusão social. O evento, intitulado “Cultura & Saúde – parceria que dá certo!”, integrou as comemorações pelos 125 anos da Fiocruz.
Um dos pontos principais dessa parceria é o Programa de Formação em Captação para Organizações de Periferias, coordenado pela Secretaria Nacional de Periferias. O programa tem como objetivo qualificar gestores culturais que atuam em áreas menos favorecidas. A meta é aumentar a capacidade de organização e estruturação de projetos culturais nesses locais, proporcionando novas oportunidades e fomentando a criatividade nas periferias.
A vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Marly Marques da Cruz, destacou a importância dessa iniciativa no combate a desigualdades históricas. “Hoje, apresentamos a ideia de que cultura e saúde podem e devem andar juntas. Precisamos expandir as oportunidades nas periferias. A Fiocruz tem um papel fundamental nesses territórios e é essencial que construamos um projeto que enfrente desigualdades, racismo e qualquer forma de opressão. Fazemos ciência para a vida”, afirmou.
Intervenções Artísticas: Grafite Fiocruz 125 Anos
Além do programa de formação, foi também lançado o edital Grafite Fiocruz 125 anos, que selecionará sete propostas artísticas para intervenções nos muros dos campi de Manguinhos e da Maré, no Rio de Janeiro. Os trabalhos selecionados deverão dialogar com a história da instituição e abordar temas relacionados à saúde pública, buscando aproximar a memória da Fiocruz das comunidades onde está inserida.
A iniciativa conta com o patrocínio da Fiotec e é gerida culturalmente pela Sociedade de Promoção Sociocultural da Fiocruz (SocultFio). Gustavo Amaral, representante da Fiotec, enfatizou que o objetivo é revitalizar o ambiente da instituição e aumentar o diálogo com a população local. “São 125 anos dedicados à saúde, e com o apoio da Fiotec, temos certeza de que esse projeto vai injetar uma nova energia nos campi da Fundação. Trazer essa iniciativa para a Fiocruz é também promover uma cultura de crítica social e enfrentamento das desigualdades nas nossas comunidades”, afirmou.
Essas ações representam um passo importante na valorização das culturas locais e na promoção da saúde nas periferias, mostrando que, ao investir em cultura, é possível também transformar vidas e construir um futuro mais justo e igualitário.

