Crescimento dos casos de Mpox no Rio de Janeiro
O Rio de Janeiro confirmou 211 casos de Mpox até este domingo (1º.nov.2026), conforme dados do Cievs-RJ (Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde). Esse número representa um aumento de 77% em relação a todo o ano de 2025, quando foram registrados 119 casos. A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) acompanha o avanço da doença com atenção, enquanto outras 119 suspeitas ainda estão em análise.
Distribuição dos casos e apelo por vacinação
Nos últimos dois meses, a capital fluminense confirmou 74 infecções, segundo o Observatório Epidemiológico do município do Rio. Para comparação, no mesmo período do ano anterior, apenas 10 casos haviam sido registrados. Diante desse cenário, o deputado federal Daniel Soranz (PSD-RJ), ex-secretário municipal de Saúde e presidente da Frente Parlamentar da Vacina, utilizou seu perfil no X para pedir a ampliação da vacinação contra a Mpox. Ele ressaltou a importância do diagnóstico precoce sem alarmismo: “Já vivemos momentos piores, então não é motivo para pânico. Mas precisamos ficar em alerta e atentos ao diagnóstico precoce”.
Como ocorre a transmissão e quais os sintomas iniciais
A Mpox é causada pelo vírus monkeypox e se transmite principalmente por contato direto e prolongado com lesões na pele de pessoas infectadas. A doença também pode ser transmitida por gotículas respiratórias durante conversas próximas e pelo contato com fluidos corporais. Objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas, também são fontes de contágio.
Leia também: Mpox no Rio de Janeiro: Governo reforça vacinação após aumento expressivo de casos
Leia também: Canabidiol: Um Novo Marco na Saúde Pública do Rio de Janeiro
Os primeiros sintomas surgem entre 3 e 21 dias após a exposição ao vírus. Entre os sinais iniciais estão febre, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas costas, gânglios linfáticos inchados, calafrios e cansaço extremo. Após o início da febre, aparecem lesões na pele que começam como manchas, evoluem para bolhas, formam crostas e depois cicatrizam. A fraqueza também pode acompanhar esses sintomas.
Orientações para prevenção e cuidados recomendados
A principal forma de prevenção é evitar contato com pessoas que apresentem sintomas suspeitos, sobretudo lesões na pele e mucosas. A SES-RJ destaca medidas que ajudam a conter a disseminação da doença, como evitar contato físico direto com lesões, não manter relações sexuais em caso de suspeita até avaliação médica e não compartilhar objetos pessoais que possam estar contaminados. É fundamental procurar atendimento médico diante do surgimento de lesões suspeitas, especialmente nas regiões genital, anal, oral ou em outras partes do corpo, com ou sem febre e aumento dos linfonodos.
Leia também: Rio Grande do Sul Declara Emergência em Saúde Pública Com Aumento de 533% nas Hospitalizações por Influenza
Em casos suspeitos ou confirmados, a recomendação é seguir orientações de isolamento e acompanhamento dos serviços de saúde, evitando contato próximo até a completa cicatrização das lesões e a formação de nova camada de pele. Além disso, o Sistema Único de Saúde disponibiliza a vacinação contra a Mpox para grupos específicos, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.

