Mais de 500 notificações de SRAG em Petrópolis
Petrópolis contabilizou 529 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026, conforme dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde. O panorama acompanha o alerta da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que, mesmo apontando uma queda inicial nas internações por SRAG no país, destaca que a circulação dos vírus respiratórios permanece elevada em boa parte dos estados, incluindo o Rio de Janeiro.
Confirmados, descartados e em investigação
Do total de notificações em 2026, 282 casos foram confirmados, 219 descartados e 28 ainda estão sob investigação. Só em junho, o município registrou 160 notificações, com 118 confirmações e 42 descartes. Entre os vírus identificados, houve 41 casos de rinovírus, 11 de influenza e um caso de Covid-19 entre pacientes com síndrome respiratória grave.
Vacinação avançada contra influenza e Covid-19
Na campanha de imunização, a Secretaria de Saúde informa que foram aplicadas 61.367 doses da vacina contra a influenza e 6.213 doses contra a Covid-19. Do total de vacinas contra a gripe, 27.501 foram destinadas a idosos, 6.940 a crianças, 972 a gestantes e 25.954 a pessoas fora dos grupos prioritários.
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Estado do Rio de Janeiro segue em alerta para SRAG
O boletim InfoGripe aponta que a redução das hospitalizações está ligada à queda dos casos causados pelos vírus Influenza A, Influenza B e à desaceleração das infecções pelo vírus sincicial respiratório (VSR), principal responsável pelas internações de crianças pequenas. Mesmo assim, o Rio de Janeiro continua classificado em nível de alerta para a síndrome.
A pesquisadora Tatiana Portella, do InfoGripe, explica que o estado apresenta uma estabilização nos casos, mas com incidência ainda elevada. “No estado do Rio de Janeiro a gente já observa uma estabilização dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave. Porém, esses casos ainda estão em um nível alto de incidência nas últimas semanas. Por isso, classificamos o estado como uma região de alerta para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave”, afirmou.
Influenza se mantém como principal causa entre adultos
Segundo levantamento da Fiocruz, a influenza continua sendo a principal causa de internações por SRAG entre jovens, adultos e idosos. Entre crianças de até quatro anos, o vírus sincicial respiratório permanece como o principal responsável pelos casos graves. Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o VSR respondeu por 55,9% dos casos positivos para vírus respiratórios, seguido pelo rinovírus (23,3%), Influenza A (12,7%), Influenza B (8,4%) e Covid-19 (2,2%).
Em relação à mortalidade, a Influenza A é a principal causa de mortes por SRAG no país, representando 33,1% dos óbitos nas últimas semanas epidemiológicas. Desde o início do ano, o Brasil já notificou 109.347 casos da síndrome.

