Voto Aberto na Eleição da Alerj
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) irá realizar a eleição de seu novo presidente com voto aberto, conforme determina o regimento interno. A decisão foi proferida pela presidente em exercício do Tribunal de Justiça do Rio, desembargadora Suely Lopes, que negou o pedido do PDT para que a votação fosse secreta. A oposição, insatisfeita com a deliberação, promete obstruir a sessão marcada para esta sexta-feira, às 11h.
Na manhã de hoje, nove partidos aliados ao ex-prefeito Eduardo Paes, que se posiciona como pré-candidato ao governo do estado, emitiram uma nota conjunta em apoio ao voto secreto. Para a oposição, o voto aberto poderia sujeitar os parlamentares a pressões externas e, por isso, eles se preparam para não votar em protesto contra a decisão judicial. De acordo com os opositores, a transparência da votação gera um clima de intimidação entre os deputados.
Se o Judiciário tivesse determinado o voto secreto, a candidatura do grupo da oposição teria como representante Vitor Junior, também do PDT. Contudo, com a decisão pela votação aberta, a possibilidade de sua participação na disputa se reduz, deixando um cenário propício para a candidatura única na Alerj.
Nesse contexto, o caminho se abre para Douglas Ruas, do PL, partido do ex-governador Claudio Castro. Ruas, que também é um dos pré-candidatos nas eleições de outubro, criticou os apelos pelo voto secreto, defendendo que a votação deve ser transparente para que os eleitores possam saber a quem cada deputado está conferindo seu apoio.
Vale lembrar que Douglas Ruas foi eleito em uma votação relâmpago no mês passado, quando a possibilidade de que o então presidente da Alerj assumisse interinamente o governo era considerada. No entanto, essa votação foi anulada pelo Tribunal de Justiça, que considerou ilegal qualquer eleição realizada antes da posse do novo deputado Renan Jordy. Jordy assumiu a vaga anteriormente ocupada por Rodrigo Bacellar, que foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Com as recentes renúncias do governador e do vice, a tradição estipula que o presidente da Assembleia assume temporariamente o governo. Contudo, uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) mantém Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, à frente da administração do Estado até que uma solução sobre a ocupação do cargo seja encontrada.

