Decisão do STF Agita as Redes Sociais
Na noite da última quarta-feira, dia 7, o Conselho Federal de Medicina (CFM) se tornou um dos tópicos mais comentados nas redes sociais. Isso se deu após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que invalidou a sindicância aberta pelo CFM para investigar a assistência médica fornecida ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante sua custódia pela Polícia Federal em Brasília.
A decisão de Moraes provocou uma repercussão instantânea nas plataformas sociais. Em apenas 24 horas, o CFM foi parar na segunda posição dos Trending Topics do X, plataforma que anteriormente era conhecida como Twitter, só perdendo para a cantora Shakira, que pode ser atração de um show gratuito em Copacabana, no Rio de Janeiro.
Dados recentes do instituto Nexus revelam que, nesse mesmo intervalo, o termo “Conselho Federal de Medicina” acumulou mais de 1,07 milhão de menções. Outra variação do termo, “O CFM”, também se destacou entre os dez assuntos mais comentados do país, registrando 724 mil citações.
A análise das interações indica que a repercussão foi majoritariamente estimulada por perfis de orientação política à direita. Parlamentares da oposição, familiares do ex-presidente e influenciadores alinhados ao bolsonarismo reagiram à decisão do STF, rotulando a suspensão da sindicância como “desumana” e alegando possível violação das prerrogativas médicas da entidade.
Por outro lado, os apoiadores da decisão de Moraes argumentaram a favor da intervenção do Judiciário, afirmando que o CFM teria ultrapassado suas competências legais. O auge das publicações nas redes sociais ocorreu na quarta-feira à noite, logo após a divulgação da decisão pelo Supremo.

