Medidas de cortes na administração pública
O governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, anunciou a exoneração de mais 94 servidores, elevando o total de demissões para 638. As exonerações foram publicadas em uma edição extra do Diário Oficial nesta segunda-feira (20) e têm como objetivo gerar uma economia estimada em R$ 10 milhões por mês.
Os cargos que estão sendo cortados estão vinculados à Secretaria de Governo, à Casa Civil e à Secretaria de Gabinete do Governador. Essa movimento de exonerações, segundo informações apuradas pela TV Globo, inclui servidores que participaram de eleições para vereador em municípios do interior, mas não conseguiram se eleger, encontrando-se designados para funções em locais distantes de suas residências.
Nos dias 16 e 17 de outubro, foram publicadas 554 exonerações, e apenas o grupo de 93 desligados na sexta-feira representa um corte de aproximadamente R$ 8 milhões na folha de pagamento. Essas demissões fazem parte de um plano mais abrangente de reestruturação, que envolve cerca de 4 mil servidores nas secretarias afetadas, com a meta de extinguir 1,6 mil cargos. Algumas exonerações têm como alvo funcionários considerados ‘fantasmas’, ou seja, que não estariam exercendo suas funções reais.
Reestruturação da administração pública
Além das demissões, o plano de reestruturação prevê a criação da Subsecretaria-Geral, vinculada à Casa Civil, que será liderada pelo procurador do estado Sérgio Pimentel. Ele já atua ao lado do novo secretário da Casa Civil, Flávio Willeman, nomeado por Couto na terça-feira (14). Pimentel tem uma vasta experiência, tendo sido subprocurador-geral do estado e atuado em órgãos como a Cedae e o Detran.
As exonerações, que incluem 459 comissionados, foram publicadas nas edições do Diário Oficial de quinta (16) e sexta-feira (17). Essas ações decorrem de auditorias realizadas nas duas secretarias citadas. Na edição de sexta, o governo também extinguiu três subsecretarias da Casa Civil: Subsecretaria Adjunta de Projetos Especiais, Subsecretaria de Gastronomia e Subsecretaria de Ações Comunitárias e Empreendedorismo. Com isso, as estruturas subordinadas a esses órgãos foram descontinuadas.
Nove nomeações estratégicas na nova gestão
Desde que assumiu o cargo em 23 de março, até a última quinta-feira (16), Couto já nomeou nove gestores para áreas estratégicas do governo, como a Casa Civil, Secretaria de Governo (interina), Controladoria-Geral do Estado e Instituto de Segurança Pública. Os principais nomes incluem:
- Flávio de Araújo Willeman – Casa Civil;
- Marco Antônio Rodrigues Simões – Gabinete do Governador;
- Roberto Lisandro Leão – Secretaria de Governo (interino) e Gabinete de Segurança Institucional;
- Gustavo Alves Pinto Teixeira – Representação do Governo em Brasília;
- Bruno Campos Pereira – Controladoria Geral do Estado (CGE);
- Rogerio da Costa Pimenta – Defesa do Consumidor;
- Bárbara Caballero de Andrade – Instituto de Segurança Pública (ISP);
- Felipe Derbli de Carvalho Batista – RioPrevidência;
- Rafael Rolin – Cedae.
Auditoria para promover transparência
Além das exonerações e reorganizações, o governador em exercício determinou a realização de uma ampla auditoria nos órgãos do Executivo estadual, incluindo a administração indireta e empresas estatais. Essa análise pretende revisar mais de 6,7 mil contratos ativos, que totalizam cerca de R$ 81 bilhões. Segundo o governo, essas medidas fazem parte de um pacote classificado como ‘choque de transparência’, com o intuito de mapear contratos, identificar responsáveis e revisar os gastos públicos.

