Início da Greve dos Rodoviários no Rio de Janeiro
Os trabalhadores rodoviários do Rio de Janeiro (RJ) deram início, na madrugada desta segunda-feira (29), a uma greve por tempo indeterminado após meses de negociações sem acordo com as empresas de ônibus. A paralisação foi aprovada pela categoria no domingo (28), após rejeitarem a proposta patronal que oferecia reajuste salarial de 4,39%, índice que corresponde apenas à inflação.
Principais Reivindicações da Categoria
Entre as principais demandas dos rodoviários estão o piso salarial de R$ 5 mil para motoristas de ônibus articulados e do sistema BRT, e R$ 4 mil para os demais motoristas. A categoria também pede um reajuste salarial de 17% para os demais trabalhadores, vale-alimentação de R$ 1.000, plano de saúde e odontológico, além da indenização pelos 30 minutos do intervalo de almoço. Outras reivindicações incluem a manutenção do passe livre, o fim dos contratos temporários, contratação via CLT no BRT e a mudança da data-base para 1º de março.
Jornada 5×2 e Condições de Trabalho
Um dos pontos mais destacados na pauta é a implantação da jornada 5×2, que ganhou relevância nacional na discussão sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada exaustiva enfrentada pela categoria. Os rodoviários denunciam perdas salariais e condições precárias de trabalho que persistem há anos, reforçando a necessidade de mudanças significativas.
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Mobilização e Desdobramentos
A greve teve início à meia-noite, e conforme determinação judicial, pelo menos 50% da frota deve operar nos horários de pico. No entanto, o sindicato informa que a adesão dos trabalhadores está forte, e a paralisação seguirá até que haja avanços concretos nas negociações. Está marcada para terça-feira (30) uma nova audiência de conciliação, seguida de assembleia para avaliar os próximos passos do movimento.
Apoio e Contexto da Greve
A paralisação dos rodoviários do Rio de Janeiro expressa uma luta legítima por melhores salários e condições dignas de trabalho. Após meses de tentativas frustradas de negociação, a greve se apresenta como a principal pressão para que as empresas e a Prefeitura do RJ atendam às reivindicações. A pauta da jornada 5×2 dialoga com uma luta nacional da classe trabalhadora pela redução da exploração e ampliação do direito ao descanso, convívio familiar e qualidade de vida. A CSP-Conlutas reafirma seu apoio à categoria e permanece ao lado da mobilização até a vitória dos trabalhadores.
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