Avaliação de Governadores e Ex-Governadores nas Eleições
A pesquisa realizada pela Quaest revela que em estados onde governadores ou ex-governadores recentes apresentam boa avaliação, há uma tendência de que esses líderes sejam vistos como aptos à reeleição ou capazes de transferir seu capital político a candidatos sucessores. Por outro lado, em diversas regiões do país, um desejo de mudança, total ou parcial, se destaca, representando um desafio significativo para os grupos que estão no comando.
O cenário eleitoral varia consideravelmente, indo de situações de favoritismo estabelecido antes mesmo do início das campanhas, como é o caso do Paraná, a disputas acirradas e com incertezas em locais como Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Governadores em Busca de Reeleição
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A Quaest avaliou a situação de quatro governadores que estão em busca de reeleição: Elmano de Freitas (PT-CE), Jerônimo Rodrigues (PT-BA), Raquel Lyra (PSD-PE) e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). Dentre eles, Raquel Lyra se destaca, com 57% dos entrevistados em Pernambuco afirmando que ela merece permanecer no cargo. Contudo, a governadora enfrenta uma concorrência intensa com João Campos (PSB), que lidera simulações de segundo turno em vários segmentos.
Felipe Nunes, diretor da Quaest, comentou sobre um “movimento de melhora” na aprovação do governo de Raquel Lyra. De acordo com Nunes, a taxa de aprovação do governo subiu de 51% para 62%, enquanto a desaprovação caiu de 45% para 35%. Essa mudança alterou a percepção dos pernambucanos sobre a reeleição de Lyra: em agosto de 2025, 54% consideravam que ela não merecia continuar; em abril de 2026, 57% acreditam que ela merece essa oportunidade.
No estado de São Paulo, 54% do eleitorado concorda que Tarcísio de Freitas (Republicanos) merece a reeleição. Embora 45% o considerem candidato alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, a pesquisa da Quaest aponta que a maioria dos paulistas prefere um candidato independente para a próxima eleição, sem vínculos diretos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou com Bolsonaro. Atualmente, Tarcísio tem 38% das intenções de voto, seguido por Fernando Haddad (PT) com 26%, e Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB), ambos com 5%.
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Na Bahia, 51% dos entrevistados afirmam que Jerônimo Rodrigues (PT) merece ser reeleito. A população também demonstra preferência por um governador que seja aliado do presidente Lula. Em um dos cenários mais relevantes, há um empate técnico entre Jerônimo e ACM Neto (União Brasil), com 41% e 37% das intenções de voto, respectivamente. No Ceará, Elmano de Freitas (PT) também apresenta um cenário semelhante, com 50% do eleitorado a favor da reeleição, mas enfrentando uma forte concorrência de nomes ligados ao PT em possíveis cenários de segundo turno.
Sucessão e os Desafios Políticos
Ao avaliar a percepção dos eleitores sobre a sucessão em sete estados, a Quaest incluiu governadores e ex-governadores como Eduardo Leite (PSD-RS) e Ratinho Júnior (PSD-PR), além de figuras como Cláudio Castro (PL-RJ), Helder Barbalho (MDB-PA), Renato Casagrande (PSB-ES), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União-GO). Os dados mostram que em Goiás, Ronaldo Caiado é considerado um forte candidato para a sucessão, com 71% dos eleitores acreditando que ele merece eleger um sucessor. Essa percepção é apoiada por uma alta taxa de aprovação de seu governo, que é de 84%, apesar de uma preferência por um candidato independente (46%).
No Paraná, Ratinho Júnior conta com 64% de apoio para a ideia de escolher um sucessor, alinhando-se com sua taxa de aprovação de 80%. Em contrapartida, no Pará, Helder Barbalho também apresenta forte apoio: 56% acreditam que ele deve escolher seu sucessor. Hana Ghassan (MDB), identificada como a atual governadora e ex-vice, é vista como a principal candidata ligada ao governo Barbalho, embora esteja tecnicamente empatada com Daniel Santos (Podemos) em um cenário de primeiro turno.
Por outro lado, em Minas Gerais, 49% dos eleitores acreditam que Romeu Zema não merece eleger um sucessor, o que revela um apelo por mudanças mais significativas. A aprovação de Zema é de 52%, enquanto a desaprovação atinge 41%. No Rio de Janeiro, Cláudio Castro enfrenta o cenário mais desafiador, com 53% dos eleitores rejeitando a continuidade de seu grupo político, e uma desaprovação do seu governo que chega a 47%. No Rio Grande do Sul, Eduardo Leite também enfrenta resistência, com 49% dos eleitores afirmando que ele não merece eleger um sucessor, e 45% preferindo um governador independente.

