Plano de investimento cultural é lançado no Rio durante o Rio2C
Na última quarta-feira (27/5), o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, apresentou o painel “Cultura o Ano Todo” na Cidade das Artes, durante o evento Rio2C. O momento marcou o lançamento do Plano de Investimentos na Cultura e no Audiovisual Carioca, que prevê um aporte total de R$ 225 milhões até 2028. O investimento é direcionado a políticas públicas, editais e programas que visam fortalecer o desenvolvimento do setor cultural, ampliar o acesso ao fomento e valorizar tanto a produção artística quanto a memória da cidade.
O anúncio foi parte da programação do Rio2C, considerado o maior encontro de criatividade, inovação e negócios da América Latina, e contou com a presença do secretário-executivo do Ministério da Cultura, Márcio Tavares, do secretário municipal de Cultura, Lucas Padilha, e do presidente da Riofilme, Leonardo Edde.
Resultados e ações para consolidar o Rio como polo cultural
Durante o painel, o prefeito Eduardo Cavaliere apresentou um balanço das políticas públicas e mecanismos de fomento implementados desde 2021, além de detalhar as ações programadas para o segundo semestre deste ano. O foco principal está em ampliar o acesso a recursos, apoiar instituições culturais e consolidar o Rio de Janeiro como um polo estratégico para a produção cultural e audiovisual.
Em suas palavras, Cavaliere destacou o impacto do investimento no setor: “Assinamos a liberação de um investimento recorde, que mais uma vez coloca a cidade do Rio numa posição de protagonismo nessa indústria tão importante que é o audiovisual. É um investimento que vai permitir centenas de produções. Essa indústria gera emprego, renda e, muito especialmente, faz do Rio de Janeiro um lugar relevante no mundo. As produções internacionais têm procurado o Rio para gravar aqui. É uma indústria que precisa ser incentivada, e a gente continua crescendo com ela, fazendo o Rio cada vez mais a capital do audiovisual no Brasil e no mundo”.
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Novas políticas e editais para fortalecer a cultura local
Dentre as novidades anunciadas, está a criação de uma política inédita de fomento em fluxo contínuo, que contará com editais permanentes voltados ao fortalecimento das instituições culturais e à agilidade na aprovação e liberação de recursos. O modelo prevê quatro ciclos de seleção ao longo do ano, contemplando até oito propostas por ciclo, com valores que variam entre R$ 50 mil e R$ 200 mil por iniciativa. O investimento total nesta ação será de R$ 4 milhões.
Além disso, novos editais para pesquisa e residências artísticas receberão investimento de R$ 5,5 milhões para a seleção de 80 propostas, com foco no apoio a processos de formação, pesquisa e criação artística.
Incentivo às iniciativas culturais nos territórios e preservação da memória
No âmbito local, 15 propostas serão selecionadas com um investimento total de R$ 3,75 milhões para fortalecer iniciativas culturais nos territórios e ampliar o acesso às políticas públicas de cultura. O programa de premiação para coletivos culturais também será mantido, reconhecendo ações desenvolvidas nos territórios, valorizando manifestações de cultura popular e urbana, e incentivando a produção artística local. Serão contempladas 55 propostas, com investimento de R$ 2,2 milhões.
Outra frente do plano contempla ações voltadas à área de Acervo e Memória, com iniciativas para catalogação, preservação e valorização de acervos cariocas. O objetivo é ampliar o acesso ao patrimônio cultural e contribuir para a preservação da memória da cidade.
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Além disso, o mapeamento e a premiação de mestres da cultura popular foram destacados como forma de reconhecer agentes culturais responsáveis pela preservação e transmissão de tradições e saberes que compõem a identidade carioca.
Novos equipamentos culturais e valorização da memória afro-brasileira
Foram apresentados também projetos em andamento, como a Biblioteca dos Saberes e o Centro Cultural Rio Áfricas, que serão instalados na Praça Onze e no Cais do Valongo, respectivamente. Essas iniciativas têm o propósito de preservar, valorizar e difundir a memória afro-brasileira, posicionando-a como elemento central na formação cultural e histórica do Rio de Janeiro.
O secretário municipal de Cultura, Lucas Padilha, ressaltou a importância do momento: “Apresentamos um balanço do que aconteceu, um compromisso com o presente e um olhar para o futuro, mostrando que desde 2021 a Prefeitura do Rio encara a cultura como estratégia de desenvolvimento, de cidadania, de soberania. É um papel que o Rio assume perante a si próprio e o Brasil. Esse plano é o investimento em instituições culturais espalhadas pela cidade, não só nos equipamentos próprios”.
O secretário-executivo do Ministério da Cultura, Márcio Tavares, celebrou o compromisso firmado: “Vamos fazer do Rio de Janeiro uma cidade que pulse ainda mais cultura nos próximos anos”.

