Como a Lesão de Rodrygo Transformará o Ataque Brasileiro
Rodrygo, que muitos esperavam como titular da seleção brasileira na Copa do Mundo, teve sua trajetória abruptamente alterada por uma lesão. Desde seu retorno às convocações, na partida contra a Coreia do Sul em outubro, ele participou de três dos quatro jogos subsequentes. No esquema preferido do técnico Carlo Ancelotti, o 4-2-4, o atacante era fundamental na ala esquerda, destacando-se por sua habilidade em se aproximar dos meio-campistas e ocupar a área adversária quando necessário. Sua versatilidade, habilidade para driblar e precisão nas finalizações seriam, sem dúvida, um trunfo para a equipe na Copa.
A ausência de Rodrygo abre espaço para Gabriel Martinelli, já cotado para integrar a lista de convocados. O jogador do Arsenal, que se destaca na liderança do Campeonato Inglês, vinha sendo bem avaliado pela comissão técnica. Martinelli, que também atua pela esquerda, se torna uma opção viável para o esquema com quatro atacantes, como demonstrado nas vitórias sobre Paraguai e Chile nas Eliminatórias.
No entanto, o estilo de jogo de Martinelli difere do de Rodrygo. Ele, apesar de sua capacidade de se deslocar entre as posições, possui características mais típicas de um ponta tradicional. Sua inclusão exigiria adaptações por parte dos companheiros que jogam ao seu redor, o que pode afetar a dinâmica do ataque.
Raphinha, atacante do Barcelona, também se apresenta como uma alternativa que não altera tão drasticamente o esquema atual. Sua versatilidade permite atuar tanto nos corredores laterais quanto por dentro, sendo que, no clube espanhol, frequentemente joga pela esquerda.
Curiosamente, Rodrygo e Raphinha nunca atuaram juntos sob a liderança de Ancelotti. Quando Rodrygo retornou à Amarelinha, Raphinha enfrentou uma lesão. A expectativa era alta quanto à formação do ataque do Brasil com a presença dos dois, já que o quarteto conta ainda com Vini Jr, Estêvão, e Matheus Cunha ou João Pedro.
Outra opção que pode ser considerada é deslocar Vini Jr para a ala esquerda. Entretanto, essa mudança poderia limitar a atuação do camisa 7 em seu melhor posicionamento, que é mais centralizado, permitindo-lhe se aproximar dos zagueiros, enquanto aproveita os espaços laterais conforme necessário.
Além disso, a lesão de Rodrygo reabre o debate sobre Neymar. O atacante, indiscutivelmente, é uma referência da seleção nos últimos anos e possui características semelhantes às de Rodrygo. Contudo, é essencial lembrar o que Ancelotti enfatiza em suas entrevistas: Neymar precisa demonstrar sua condição física ideal para reproduzir o futebol que todos conhecem.
Recentemente, Neymar lidou com uma série de lesões e não foi convocado pelo técnico italiano. Após realizar uma artroscopia em dezembro para corrigir uma lesão no menisco do joelho esquerdo, ele retornou aos gramados em 15 de fevereiro. Desde então, participou de três partidas, mas não conseguiu evitar a eliminação do Santos no Campeonato Paulista para o Novorizontino, embora tenha marcado dois gols na vitória sobre o Vasco pelo Brasileiro.
Por fim, a ausência de Rodrygo pode abrir espaço para que Ancelotti considere jogadores de outras posições. É possível que o técnico opte por convocar mais um meio-campista ou um centroavante. A lista de convocados para os amistosos contra França e Croácia, que acontecerá no próximo dia 16, fornecerá insights adicionais sobre as estratégias que o treinador italiano pretende adotar na ausência do atacante.

