Desafios e Oportunidades da Tecnologia na Educação Indígena
No dia 20 de abril, data que coincide com as comemorações do Dia dos Povos Indígenas, o programa Roda Viva recebe o renomado escritor e professor Daniel Munduruku. Com um currículo impressionante, que inclui um doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo e um pós-doutorado em Linguística pela Universidade Federal de São Carlos, Munduruku se destaca como o primeiro indígena a ocupar uma cadeira na Academia Paulista de Letras, instituição que completa 116 anos.
Durante a transmissão, ele amplia a discussão sobre como a internet tem alterado a educação e a cultura dos povos indígenas, permitindo que esses grupos tenham acesso a informações de novas culturas e a um mundo globalizado. “Essas ferramentas são dominadas por jovens indígenas e utilizadas como formas de resistência”, afirma Munduruku. Ele ressalta que celulares e internet, quando bem utilizados, podem ser aliados na luta por direitos e na preservação da cultura.
Munduruku também enfatiza o papel crucial que a tecnologia pode desempenhar na denúncia de crimes e maus-tratos. “As redes sociais se tornaram instrumentos valiosos para garantir que acontecimentos não passem despercebidos”, destaca. Contudo, ele levanta um ponto importante: a necessidade de recursos financeiros para o acesso a esses bens digitais, o que envolve, muitas vezes, a negociação de bens próprios das terras indígenas.
A mesa de entrevistadores do programa conta com a presença de influentes nomes como Anápuàka Tupinambá, jornalista e criador da Etnomídia Indígena, Auá Mendes, artista visual do povo Mura, e Carlos Messias, escritor e jornalista. Também participam Carolina Dantas, editora da InfoAmazonia, Laís Duarte, repórter da TV Cultura, e Maria Luiza Silveira, psicóloga e jornalista com foco em assuntos indígenas.
Com a apresentação de Ernesto Paglia, a edição especial do Roda Viva vai ao ar às 22h, na TV Cultura, com transmissão simultânea no YouTube e no site da emissora. Essa conversa é uma oportunidade valiosa para refletir sobre a presença e a resistência dos povos indígenas na era digital.

