Início das obras de saneamento nas comunidades do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro (RJ) – Um marco importante foi celebrado no dia 22, quando o ministro das Cidades, Vladimir Lima, ao lado do presidente Lula, autorizou o começo de grandes obras de drenagem e urbanização em comunidades do Rio de Janeiro. As intervenções contemplam o Jardim Maravilha, Complexo do Alemão, Favela da Maré e Rocinha, beneficiando diretamente milhares de moradores dessas áreas.
No Jardim Maravilha, região metropolitana do Rio de Janeiro, conhecida por sofrer com enchentes frequentes, foi assinada a ordem de serviço para o início das obras que prometem resolver os problemas enfrentados por cerca de 30 mil habitantes. Ivone Sampaio, moradora da comunidade desde 1980, relembrou as dificuldades enfrentadas durante anos: “A gente já não tinha esperança de que se tornaria realidade. Eu já abandonei a comunidade, voltei 20 anos depois e o sofrimento era o mesmo: chove, inunda e as famílias perdem tudo. A gente está acostumado a conviver com cheia, esgoto dentro de casa, lama… Agora essa realidade vai mudar”.
Investimentos e projetos para favelas
O projeto no Jardim Maravilha conta com um investimento de R$ 340 milhões, proveniente do Novo PAC, para a construção de um dique de 3,4 km ao redor do rio Cabuçu-Piraquê. Essa estrutura funcionará como uma barragem para impedir que as águas invadam áreas residenciais. Além disso, um canal de ligação direcionará a drenagem para três reservatórios abertos com capacidade total de 231 milhões de litros de água.
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As obras para as favelas somam R$ 710 milhões, contemplando melhorias em infraestrutura que beneficiarão a Favela da Maré, Complexo do Alemão e Rocinha. Essas ações são realizadas por meio do Novo PAC Periferia Viva – Urbanização de Favelas, e do FGTS – Programa Pró-moradia/Periferia Viva, com foco em oferecer melhores condições de vida aos moradores.
Detalhes das intervenções nas favelas
Na Favela da Maré, foi assinada a Autorização do Início da Obra (AIO) para a primeira fase da urbanização, que inclui a construção do Parque Linear na Vila dos Pinheiros e a instalação de um Ecoponto. O parque será implantado em uma área atualmente usada para descarte irregular de resíduos e sujeita à degradação ambiental nas margens da Baía de Guanabara. Esta etapa representa um aporte inicial de R$ 8,5 milhões, parte dos R$ 170 milhões previstos para todas as fases do projeto na Maré.
Já no Complexo do Alemão, o ministro Vladimir Lima assinou o Contrato da Operação do FGTS – Programa Pró-moradia/Periferia Viva, que prevê diversas intervenções de infraestrutura. Entre elas estão a instalação de redes de esgoto sanitário e abastecimento de água, melhorias na rede elétrica e iluminação, pavimentação de vias, criação de praças, drenagem e regularização fundiária. O governo federal investirá R$ 200 milhões, com um total de R$ 210,5 milhões somando a contrapartida da Prefeitura do Rio.
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Na Rocinha, a Prefeitura do Rio e a Caixa firmaram contrato de financiamento para a urbanização da comunidade. O investimento total de R$ 350 milhões inclui R$ 332,9 milhões em empréstimos federais e R$ 17,5 milhões de contrapartida da prefeitura, que será responsável pela execução das obras. O projeto tem como base técnica o Plano Diretor da Rocinha e abrange intervenções integradas nas áreas de infraestrutura urbana, mobilidade, meio ambiente e qualidade de vida, beneficiando cerca de 10 mil famílias em aproximadamente 280 mil metros quadrados.
Compromisso do governo com a periferia
O ministro Vladimir Lima destacou a importância dessas iniciativas para a transformação social: “Hoje é um dia muito feliz, não só pelos anúncios, mas por estarmos testemunhando um conjunto de ações que vão mudar a vida das pessoas, trazer dignidade. O presidente Lula criou a Secretaria de Periferias para dar atenção especial a quem mais precisa, temos um governo que, desde a retomada, está preocupado com os brasileiros, quer cuidar das pessoas e é isso que o Ministério das Cidades está fazendo”.

